Dia desses a amiga-blogueira Ana Medeiros (A casa que a minha avó queria) me manda um inbox no facebook me fazendo duas perguntinhas básicas para um post que ela pretendia escrever. As perguntas eram as seguintes: O que você dispensa/dispensou na decoração da sua casa em 2013? E o que adotará sem medo esse ano? 

Achei muito boa a reflexão que ela pretendia levantar e num primeiro momento tive até certa dificuldade em respondê-la. Sobre o que eu poderia falar? Sobre os objetos que eu doei, vendi ou joguei fora por diversas razões e motivações ao longo do ano? Sobre a eterna “dança das cadeiras” da casa, onde mudo tudo de lugar quando enjôo da cara de decoração? Sobre a subjetividade dos meus “erros e acertos”? Sobre as compras necessárias e as por impulso? Sobre as “tendências” que seguimos na arte de decorar, mas que só parecem funcionar na casa dos outros? Sobre os objetos de desejo que de tão caros não vão além da vontade? Falar sobre a minha casa real ou a minha casa dos sonhos? Eu poderia ter dado tantas respostas e ter viajado no tema, mas o que sobressaiu mesmo em relação a todas as outras mini-reflexões, foi a questão do desapego. 

Eu disse pra Aninha assim: 
O que eu enjoei/Dispensei: Os ambientes com muita “informação” e pouca circulação e adotei uma decoração um tiquinho mais minimalista onde os espaços são melhor aproveitados e mais amplos. Como na minha sala (que tem até um tamanho razoável) eu tinha 4 (!!!) sofás, resolvi optar por apenas um e deixar o espaço mais arejado. Dois sofás eu doei, um eu vendi e aguardo ansiosamente a chegada do novo modelo, que tem medidas generosas para acomodar a família e os amigos nas reuniõezinhas em casa. 
Adotei/Irei adotar: Terei em casa os objetos e móveis que realmente amo e preciso, deixarei os espaços mais livres, e passarei adiante aquilo que não me serve mais. No final de 2012 fiz um bazar de decoração que também contribuiu bastante para enxugar grande parte do que estava “sobrando” por aqui e além de mim, um monte de gente saiu satisfeita e com novidades para suas casinhas. Acho que esse exercício de desapego na decoração irá refletir positivamente em outros aspectos da minha vida também. 

Os detalhes marcados nas fotos já foram devidamente desapegados, e eu nem sofri 🙂
Tudo bem, a planta eu fui forçada a desapegar porque ela morreu. Eu tenho dedo podre com plantas e sofro com isso sim! 🙁
A mesinha de centro que cumpria a função de rack, a escada que achei no lixo e o quadrinho foram morar em outras casas. Estão bem e sempre mandam notícias 🙂
As revistas (eram muuuitas) sofreram uma baixa considerável. A bandeja do bar foi embora no Bazar.
O sofá  doei para uma família carente. O porta-cd e a mesa de canto vão pelo mesmo caminho.

Ahhh o desapego… Esse pode ser o meu nome em 2013. 

E quando digo isso não estou querendo sugerir que fiz voto de pobreza, estou doando tudo que tenho e vou viver de luz deitada no chão porque despeguei de ter cama. Não, não é nada disso! Conforto é bom e todo mundo gosta, mas o que eu busco é um conforto diferente, o que não significa luxo, ostentação e acumulo e sim aquele que literalmente conforta, que abraça, que faz da casa da gente um refúgio e não um armazém lotado de coisas. 
Acredite em mim, a sensação de desapegar e boa demais! 
. . . 
Aninha, adorei sua postagem e adorei a reflexão que fiz ao ter que responder suas perguntas. Em breve mostro pra vocês as mudanças que venho fazendo aqui em casa depois que muito do que eu tinha por aqui foi embora. Minha sala tá que nem salão de baile! kkkk 🙂 
Quer participar da enquete que a Ana começou lá no A casa que a minha avó queria e me contar o que você dispensou em 2012 e o que vai adotar em 2013 na decoração da sua casa. Tô curiosa no grau 1.000. bjsss 

Comentários

Comentários